18 dezembro 2018

Relatório do FMI aponta necessidade de regulação das criptomoedas

Conferência de membros do FMI (Foto: UN Financing for Sustainable Development/Flickr)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou na semana passada (9) o Relatório da Economia Mundial do mês de outubro. O documento cita o avanço da adoção das criptomoedas em diferentes ramos do mercado financeiro e sugere a regulação das empresas que operam com moedas digitais para manter a estabilidade econômica.

A organização financeira, responsável por prover crédito para infraestrutura internacional e amortizar dívidas externas de governos, mencionou o rápido crescimento do mercado de criptomoedas como um fator que poderia criar “novas vulnerabilidades no sistema financeiro internacional” conforme cada vez mais bancos adotam tecnologias blockchain.

Uma das principais preocupações do FMI é o grande volume de fraudes e roubos de criptoativos, o que poderia contribuir para a desestabilização de investidores e organizações financeiras.

FMI e criptomoedas

Uma análise do setor de Pesquisa Avançada de Risco da McAfee, publicada em setembro, calcula que foram roubados cerca de US$ 1,5 bilhão de dólares em criptomoedas nos últimos dois anos. O relatório do FMI menciona o risco de hackers para o mercado de moedas digitais:

Violações de cibersegurança e ataques a importantes infraestruturas financeiras representam uma fonte adicional de risco porque eles poderiam destruir sistemas de pagamento entre países e interromper o fluxo de bens e serviços. O crescimento rápido e continuado dos ativos digitais poderia criar novas vulnerabilidades no sistema financeiro internacional

O FMI e seus representantes já fizeram, anteriormente, declarações em relação ao fenômeno global dos criptoativos, alguns deles favoráveis: em abril, a diretora geral da instituição, Cristine Lagarde, fez um artigo em seu blog sobre o assunto. Para ela, a principal vantagem da tecnologia é a possibilidade de fazer transações com agilidade.

Embora ela reconheça os riscos relacionados a moedas digitais, ela sugere que os bancos ao redor do mundo se beneficiem das vantagens tecnológicas e ofereçam seus próprios tokens. Na publicação, ela escreveu:

[…]há esperança de que aplicações descentralizadas estimuladas pelos criptoativos resultem em uma diversificação do cenário financeiro, com mais equilíbrio entre prestadores de serviços centralizados e descentralizados, e um ecossistema financeiro mais eficiente e talvez mais robusto para resistir a ameaças.

Em fevereiro, Lagarde disse que a regulação das criptomoedas em nível global era “inevitável”, e deveria focar nas entidades que as comercializam, sempre verificando se estão “devidamente licenciados e supervisionados”.

Uma semana antes, representantes da França e Alemanha pediram a outros membros do G20 por uma ação regulatória conjunta de autoridades de cada nação, que deveria ser intermediada pelo FMI.


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